Outra árvore solitária no Parque Villa-Lobos.Mas nem tudo está perdido, já tem uma muda ao lado dela. Quem sabe daqui há 20 anos...
*****
Ficha Técnica:
Árvore do parque Villa-Lobos
2007/07/01
Sony DSC-F828 - f/8 - 1/60 - ISO-64
Fotografias de São Paulo tiradas em minhas andanças pela cidade.
Uma bela imagem do Vale do Anhangabau, na parede da padaria mais antiga da cidade de São Paulo.
"Chorei por ter despedaçado
Este é um post legal.
Já que a primeira foto em contraluz fez bastante sucesso, resolvi postar esta também.
Belas torres, recém-construídas, fotografadas a partir do Parque Villa-Lobos.
Crianças brincando no parque Villa-Lobos, com a luz solar incidindo ao fundo.
Uma "panorâmica" do Mercado Municipal, com bastante contraste.
"Quando é noite de lua, eu saio pra rua para meditar
Cruzamento do Viaduto do Chá, com Praça Ramos e Xavier de Toledo.
E a vencedora do "concurso" Sampa Fotos 10.000 foi mesmo minha amiga Flávia, que conseguiu o acesso 10.049.
Uma foto que mostra a Avenida Paulista cheia.
Prédio localizado na Praça do Patriarca, fotografado quase de sua base.
Rua Augusta caótica no sábado, no começo da tarde.
Estamos nos aproximando do acesso 10.000.
Prédios nos arredores da Imperatriz Leopoldina, vistos a partir da janela do meu quarto.
Uma foto "aérea" do Memorial da América Latina, tirada de cima da passarela.
O condomínio para onde mudei no dia 25 de janeiro (dia de aniversário de São Paulo e do São Paulo, por sinal) tem várias características arquitetônicas que me agradam, conforme descrevi no post anterior.
Gostei muito de fotografar o prédio da Pinacoteca, no Parque da Luz. Suas grandes janelas, o desenho retangular, cheio de angulos retos.
Foto tirada durante a volta de um "passeio fotográfico" feito na Praça Ramos.
Um post extra para homenagear minha "Vó Dita", mãe de minha mãe, falecida hoje, há algumas horas.
Uma reprodução da cabeça da Jobaria, grande dinossauro herbívoro que viveu no período Cretácio, em terras africanas.
Sem nada para fazer por causa da queda de energia elétrica, ficamos brincando com as câmeras.
Um dos pratos de Antoní Miralda, na Bienal do ano passado.
Peças de xadrez posando para minha novíssima câmera, há quase dois anos.
Não tenho idéia de quem era esta instalação da Bienal, mas foi uma das que achei interessantes.
Prédio da Oca, projetado por Niemeyer, onde acontecem algumas das melhores exposições de São Paulo.
Já que as carnes deixaram o pessoal enjoado, nada como um belo teatro com diversas luzes sobre ele para servir de antídoto.
"O céu serve a todos
Dentro da Matrix tudo tem um tom esverdeado, como os monitores monocromáticos dos primeiros computadores.
Mais uma do Monumento às Bandeiras.
Neném Prancha dizia que "O pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube".
Quem me conhece sabe que esta foto tem muito a ver comigo... às avessas.
Uma mensagem aos navegantes do Sampa Fotos.
Como a foto do primeiro post que publiquei no blog continua fazendo sucesso, resolvi subir esta, tirada no mesmo dia, do mesmo local, e um pouco menos superexposta (4 segundos em vez de 8).
Não sei se era essa a idéia, mas essa escultura me lembrou uma árvore de natal, daquelas que crianças que não têm nenhum dote para desenho e pintura (como eu era) fazem na escola no final do ano.
As bancas de frutas são de um colorido de deixar qualquer fotógrafo doido.
To: Ao Supremo Tribunal Federal (STF)Direito à esperança de cura e vida, sim.
Ao obscurantismo, não.
Brasília, 20 de abril de 2007. Definitivamente, um marco na história do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 178 anos de existência, a mais alta corte do Brasil realizou, pela primeira vez, uma audiência pública. Objetivo: ouvir cientistas sobre a lei que autoriza a realização no país de pesquisa com células-tronco embrionárias. Pudera. É a aposta de investigadores do mundo inteiro para a cura de várias doenças ainda incuráveis, como mal de Parkinson, diabetes, doenças neuromusculares e secção da medula espinhal por acidentes e armas de fogo.
A avançada lei foi aprovada pelo Congresso Nacional por placar estrondoso: 96% dos senadores e 85% dos deputados federais deram-lhe a vitória. O presidente Luís Inácio Lula da Silva fez o mesmo. Rapidamente a sancionou. Só que ela parou no STF porque o subprocurador-geral da República, Cláudio Fonteles, alegou que é inconstitucional. Questionado sobre se sua ação não teria motivação religiosa, o franciscano Fonteles acusou a geneticista, professora e cientista Mayana Zatz de viés judaico. Fonteles disse ao jornal Folha de S. Paulo: “A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato. Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar”.
Acontece que:
1) A posição de Mayana Zatz em defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias não é pessoal e muito menos religiosa. A geneticista participou da audiência pública no STF como porta-voz da Academia Brasileira de Ciências, da qual é membro. Sua postura é a mesma defendida pelas academias de ciências de outros 65 países.
2º) Há 30 anos Mayana trabalha com doenças neuromusculares letais ou altamente incapacitantes. Já viu milhares de crianças, jovens e adultos afetados morrerem sem qualquer chance de cura. Tanto que, para melhorar-lhes a qualidade de vida, fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), da qual é presidente. Mayana é professora titular de Genética, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e pró-reitora de pesquisas da USP. Publicou 280 trabalhos científicos já citados mais de 4.500 vezes.
3º) Agora, pela primeira vez, vislumbra, num futuro próximo, uma possibilidade real de tratamento para várias doenças neurodegenerativas. Sua esperança está justamente nas células-tronco embrionárias. Somente elas têm a capacidade de se diferenciar nos mais de 216 tipos de tecido do corpo humano.
4º) Mayana, como outros cientistas brasileiros, trabalha há alguns anos com células-tronco adultas. Os resultados preliminares de suas investigações – bem como os de outros presentes na audiência do STF e diretamente envolvidos com tentativas terapêuticas para diferentes condições (problemas cardíacos, diabetes, derrame, mal de Chagas, esclerose lateral amiotrófica e paraplegia decorrente da secção da medula) – mostram, no entanto, que a pesquisa com células-tronco embrionárias é fundamental. São elas que ensinarão os cientistas a programar as células-tronco adultas, de modo que se transformem nos tecidos desejados. As células-tronco embrionárias podem ser obtidas a partir de embriões de até 14 dias.
5º) A lei brasileira permite a utilização de embriões produzidos em laboratório para fins de reprodução assistida. Porém – atenção! – não abrange todos. Autoriza apenas o uso daqueles inviáveis para gestação ou congelados há mais de três anos, cuja probabilidade de gerar um ser humano é praticamente zero. A lei prevê mais: os embriões só poderão ser utilizados após autorização dos genitores. Portanto, aqueles que tiverem qualquer restrição de ordem moral ou religiosa não terão seus embriões usados para fins de pesquisa. Com o passar do tempo, os embriões deterioram-se inexoravelmente, perdendo o “prazo de validade”. Por que então não utilizá-los de forma ética e responsável em benefício do futuro e da evolução da humanidade, salvando vidas?
6º) Na prática, conseqüentemente, proibir a pesquisa com células-tronco embrionárias significará, de um lado, continuar dando aos embriões excedentes nas clínicas de fertilização um habitual e inglório destino: o lixo. De outro, tirará a esperança de cura – portanto, de vida – de milhares de pessoas. Ninguém tem esse direito.
7º) A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da Idade Média – a idade das trevas.
8º) O Estado brasileiro é laico. Assim, a tentativa de desqualificar os argumentos científicos de Mayana com insinuações anti-semitas é lamentável. No mínimo, contraria a tradição brasileira de tolerância e respeito à diversidade religiosa.
9º) Felizmente, Mayana não está sozinha. A defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias já permeia largos segmentos da comunidade científica e da sociedade civil brasileiras.
Por tudo isso, nós – de diferentes religiões, etnias, profissões, níveis socioeconômicos, idades – repudiamos a desesperada manobra para desviar o foco do debate. À Mayana, nosso apoio e solidariedade irrestritos. A sua batalha pela vida é também de todos nós. Direito à esperança de cura e à liberdade de pesquisa, sim. Ao obscurantismo, não.
Sincerely,
The Pró-células-tronco embrionárias Petition to Ao Supremo Tribunal Federal (STF) was created by and written by Conceição Lemes (procelulastroncoembrionarias@uol.com.br). This petition is hosted here at www.PetitionOnline.com as a public service. There is no endorsement of this petition, express or implied, by Artifice, Inc. or our sponsors. For technical support please use our simple Petition Help form.