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quinta-feira, março 13, 2008

Lomografia

Na falecida União Soviética existia uma fabricante de câmeras chamada Lomo. Sua pequenas máquinas manuais eram baratas e, muitas vezes, apresentavam resultado inesperado.

As Lomos que chegaram funcionando aos dias de hoje foram redescobertas por aficcionados por fotografia que querem fugir da "perfeição plástica" das atuais câmeras digitais de 8,2 Mpx.

As fotografias tiradas com Lomos podem sair com alguma cor "estourada". Pode haver sobreposição. Sombras... Enfim, tudo o que não se espera de uma fotografia pode ocorrer dentro da Lomo, e é isto que torna a Lomografia tão divertida.

Todos esses "efeitos" também podem ser conseguidos de uma maneira mais "forçada", utilizando flashes coloridos, rebobinando o filme para bater por cima, exagerando na luz. Um mundo de possibilidades.

Entrei nessa como uma brincadeira. Comprei uma Lomo Smena Symbol (a mais baratinha, prima pobre da popular Lomo LC-A) e queimei meu primeiro filme.

Ficou um lixo. De 36 fotos, só 3 são apresentáveis. Mas achei divertido e já estou terminando o segundo filme (minha meta são 9 fotos apresentáveis... uma melhora de 200%).

Veremos, veremos.

quarta-feira, março 12, 2008

É tetra!

17/07/1994.

Neste dia tive uma idéia de "xarope": resolvi assistir à final da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, entre Brasil e Itália, com a câmera nas mãos.

Minha câmera até que era legal. Apesar de ser automática, tinha controle de foco com 4 opções diferentes. Eu ía meio no chute, mas tudo bem.

Quando o Brasil marcasse um gol, em vez de comemorar eu iria tirar uma fotografia do pessoal comemorando.

Pois é, o jogo foi 0x0, a prorrogação também, e eis que vêm os penais.

O Brasil ganhava de 3x2 e Roberto Baggio, o craque italiano, foi fazer a última cobrança de sua seleção.

Baggio corre, chuta e "isola". A bola deve ter saído para fora do estádio.

E eis que aos 16 anos consigo tirar o que considero minha primeira "boa foto".

Da esquerda para a direita: Arnaldo, meu irmão, gritando; meus primos Leandro e Laércio, com o pequeno Fernando, filho de Leandro, indo abraçá-lo; meu tio Mauri de costas e José, meu pai, ajoelhado na frente da televisão (só um pedaço dele); no fundo meu tio Eliseu abraçado com Reginaldo, meu primo, e sua filha Laíse; e bem lá atrás, minha prima Joice aproveitando o único momento em que a mesa de pebolim ficava vazia (durante os jogos da Seleção Brasileira).

DEPOIS DE 24 ANOS, O BRASIL VOLTAVA A GANHAR UMA COPA DO MUNDO. Era o tetra!